2025/12/01, 1:30, segunda, 25 graus;
Acordei sentindo o antebraço esquerdo coçando no cotovelo. Olhei e vi a mancha de sangue - nada grave - de coçar quando dormia, pela primeira vez, e no braço esquerdo.
Agora, sentado no atelier, fumo um cigarro e estou comendo o obento preparado as 19h.
Sinto algumas coceiras nas costas; antes passei cremes ainda sentado na cama, Healing e Vasenol. Aliviou as coceiras e passei junto o Andantol da Aché.
Agora, 1:40, vou escrever o que passou na mente desde esse acordar no meio da noite. Como a lembrança e o escrever a lembrança podem não seguir uma ordem, peço de antemão desculpas a mim mesmo por essa inexatidão.
A primeira, e eu com isso, a inexatidão? Voltarei a dormir, que seria uma benção dos céus que me protegem? Sinto sono nos olhos. Vejo o bento com o garfo na minha frente caprichadamente sobre o pano listrado que foi da Miyako.
Comendo um pedaço de carne feito pelo Randel alguns dias atrás, penso nisso com carinho. "Com carinho" me parece inadequado de escrever, haveria uma expressão melhor para os sentimentos aqui colocados? Deve haver, mas pararia para buscar isso, perdendo o fio da meada da objetividade que este texto pretendia ter no começo.
A vã esperança do começo era fazer uma descrição sucinta e factual do que passou desde o acordar. Digo "vã esperança" ao que no começo era esperança.
Resumindo, acordei com as coceiras, fui ao banheiro com o Andantol na mão, passei enquanto no vaso, lavei minhas mãos com água e sabonete. Esses pequenos detalhes me fogem ao longo do tempo vivido, pois outros acontecimentos se sobrepõem sem cessar.
Tomo água relendo o escrito, e percebo o desvio na escrita novamente. Esse exercício de escrita me remete à Dani, meu compromisso de objetivamente entregar um roteiro , cada página contando a estória, a sequencia toda até o final. Simples? Assistir um filme é simples. Produzir o roteiro que vai gerar o filme, não acho simples
-----------21:59 -- o que me atrapalha pode ser essa vontade de fazer sucesso a qualquer custo? ------------- . Ainda não acho simples fazer roteiro; --------- estou com isso na cabeça... parece imperativo seguir assim, cegamente. Mesmo sendo minha vontade? não posso culpar ninguém além de mim mesmo. Porque acho que papai fazia assim? seria uma ideia da mamãe passada a mim?
- Vocabulario dos meus pais
-meu vocabulário ; lembro de Tetê me ensinando a falar "salsicha" : eu falava "salchicha" e não me tocava da diferença, como em avô e avó para japoneses, o japão dito por brasileiros e por japoneses; o som de ga para japoneses e brasileiros: sotaque só? isso dá dinheiro?
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Dani me daria um mês para fazer isto, achei na hora que faria em muito menos tempo. - 7:33 - E fiz pequenos desenhos no caderno já feito anteriormente. E ao fazer durante uns dois dias, realizei certas vantagens e desvantagens disso. A vantagem é se propor a fazer - para outro - o público do jornal, dekasseguis e afins.. E a desvantagem é me enrolar no meio do caminho, o tempo todo com muitas coisas vindo sem parar, as ideias veem como uma torrente de água, uma inundação, sufocando? não, cada vez a sensação é diferente. Nesta madrugada, era um encavalamento de ideias - uma sobre a outra, rapidamente. 7:32. - O código de horas, acho necessário agora, pelo costume que construí em algumas horas, e para avaliação posterior, tanto por mim, por esquecer tempos curtos, minutos e segundos acontece. "Fazer o quê". Para o outro, a alteridade, no texto de Ilê Sartuzi, Matisse.
Essa objetividade, não me é estranha, mas atualmente, abri mão dela, e fico divagando à vontade, mesmo se não quero - parece fazer parte de mim.
Fui ao banheiro e pensei que gosto desse desenho prolixo quando vai chegando a um fechamento --- segue a foto:
Quem gosta, gosta dessa prolixidade? Eu gosto desse desenho intrincado que se realiza na montanha de detalhes, alguns sem o nexo de uma linha condutora, a não ser a vida vivida nesses momentos. O Leo se identificou, a Leticia também. A Adriane também. Lembro que Xokô escolheu o numero 4, um do mais naquela ocasião. Junto com o 12.
Nunca puxei uma explicação além do charme de ter sido feita no Japão. Agora, escrevendo algo me toca, esse sentido de ter sido parte da minha vida no IPC, as idas e vindas de metrô, minha vida particular, coisas vividas que foram desenhadas naquele momento. E por isso o cuidado em anotar data e hora do acontecido.
Bergson, o tempo não é o tempo dos relógios, é o tempo das experiências vividas.
E agora, depois de um tempo parado pensando no Ilê, Maretti e outros, senti prazer fumando. E o sono, chegando as 2:46. Lacan explica. 25 graus.
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11:31, 27 graus, fisioterapia em frente ao Borba Gato da Avenida Santo Amaro, Monica e Fernando, Dani Guttfreund, prédios novos, em fases diferentes: prontos, antigos e novos, e em construção; uns com janelas habitacionais e outros de escritórios, alguns de até 30 andares.
No caminho do Bonfiglioli até o Brooklin: Marginal Pinheiros, ponte da Globo, Avenida roberto Marinho, estruturas altas e bonitas do monotrilho.
A pergunta minha ainda é - como vou ganhar dinheiro com isso? Como alguma resposta virá algum dia, a certeza minha seria estar de acordo com parte das minhas vontades reais ou ontológicas - a relação entre as realidades comigo - a alteridade lida em Ilê sobre Matisse.
11:48, 27 graus
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11:31, 28 graus.
Quero + Paz de espirito + Cada um tem seu lugar. Banksy na internet para mim conversar com a Dani. Preciso de mais tempo para produzir algo, mas ainda não se formou a ideia que só vai acontecer em desenhos grandes - desafio, Fernando Navarro, em conversa no zap.
11:56, 28 graus. Alt+0176 - °
12:05, 28°.
Dentista, busca.
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São Paulo
do Celso Kazuhissa Ninomiya
nipo-brasileiros
Rua José Osvaldo, rua cruz de Malta, Francisco Lippi. Rodrigues Alves e Gonçalves Dias.
para que escrever isso?
Para começar um texto de porque cheguei ao interesse pela estórias de São Paulo.
Tem uma história oficial e tem as mil estórias que ouvi e li, vivendo na cidade onde nasci, me criei e trabalhei. Como seria desinteressante para muitos, não sei por onde começar.
Tenho interesses em dinheiro para viver. Fama já quis, agora menos.
Este livro me daria isto? Não sei.
17:10, 28°
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Livro de artista, seria uma opção. Com baixa tiragem, alto custo e preços altos, pouca venda. Confortável.
Meus caderninhos de anotação de viagens, não se encaixam nos exemplos e definições da Pinacoteca; Jefferson Keese enxergou algo, e em 2011 aconteceu uma exposição no Santa Madalena, no qual foram vendidos alguns. Daria certo hoje? Acho que alguns eu gosto, outros nem tanto.
Luiz Cintra comprou Pere Borrell e Rembrandt por 60$, impressos em canvas, do Rio Grande do Sul pela internet. Pode ser uma.
17:36, 28°
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21:33, 25°
Mostrei site Catenzaro para Randel; gostou. Falou da irmã que fez site e vende pro Brasil inteiro.
Começou a coçar minhas pernas descascando.
21:37, 25°
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