2025/11/25
4:23
acordei há pouco, alguns pensamentos na cama (- código: entre Parênteses, traço, são edições posteriores ao reler, e talvez melhore ou não a compreensão do texto para mim... (-5:21 - ruins, eu acho...), e agora levantei, sentei no atelier e estou escrevendo aqui neste blog.
Kodama, a baleia e minhas desculpas e arrependimentos. Não compreendi na época um tipo de dor, do lado dele. Do meu lado, senti uma coisa que na hora não soube nem sei agora como exprimir ou escrever. Me perdoe, se eu soubesse como fazer,(não ter dado a Baleia até hoje, era desejo da criança. seu para a criança, sua filha doente). Não sei. me perdoe se for possível. Só (sei) posso pensar por mim. (Me faz chorar não ter cultivado macheza para ter esse sentimento de responsabilidade, uma parte por "me achar", outra por achar que quem não se acha - não vale. confuso e contraditório. Acho desprezível a atitude de outro a fim de mostrar algum valor, ou dar ênfase a isto. No entanto, talvez eu faça o mesmo sem perceber.)
Leo, idem.
Ana Elisa idem.
Dani idem.
Luis e Lula idem.
quantos mais?
Tias idem. Tia Ikue, tia Mitie, tia Suzy. Tio Fernando, Tina. Tia Jane e tio Shinichi. Tio Ricardo e Elaine.
Mayume, Sayuri.
Nobue e Silvia. Papai, mamãe e Miyako.
Eu peço seus perdões e a muitos que talvez tenha que pedir isto.
Pro forma, ainda não sei fazer isso de verdade. Um por um seria o correto, ou improvável. Como papai, mamãe e Miyako já morreram, não é mais possível em vida. Apenas na lembrança inventada por mim. Talvez tenham já tenham me perdoado, seria um alívio nesta hora. Talvez não, como Kodama deixa transparecer - coisa da minha cabeça?
Peço a todos pro forma. É o mais sincero a que consigo chegar agora. No amanhã talvez fique diferente. (Não ficou, chorei muito na sessão com Dra. Lúcia Helena - falar para outros, significativos, é pedir para chorar, então, para não destrambelhar, evito o assunto . Ao evitar o assunto, fico segurando com isso assim, choro mesmo, de verdade, incontrolável, por motivos quaisquer: sem sentido por fora, com os sentidos internos sabendo porque.)
Pensei que a minha morte seria uma solução ?tem solução isso? para mim.
Seguir em frente e evitar fazer as mesmas coisas, mas coisas mudam e aí? Não desviar, não driblar seria uma opção, como os voluntários de Fukushima que rumaram para a morte por radiação - me faz chorar - bombas atômicas também me fazem chorar. Japão perder a guerra não me faz chorar.
Sacrifícios - auto sacrifício : alguns me fazem chorar.
Não sei. Pro Tiago queria pedir perdão ou algo parecido, por não ter ido ao enterro de dona Camila.
Dra. Lucia Helena Navarro foi e é crucial: palavras. Que ora algo como um entendimento ocorre e me deixa feliz. Posso dizer que gosto disso. Em palavras soa artificial ou é artificial. Não sei.
4:56
Ontem, depois. durante e antes aconteceram coisas inéditas em mim. sentir isso - é inédito. não falar que senti. senti coisas que não sei colocar em palavras. Na sinceridade, desistir da Dani, seria um alívio ou mais uma perda? Não sei. parece que agora não quero mais perder mais ninguém assim. A palavra - orgulho - parece caber, assim como ego. e talvez, para não pensar. Não - para não resolver.
Resolver, não sei se dá. Nunca resolvi essas coisas. Foram ficando, evitando desfechos, seja para mim ou por mim, pelo outro e por outro. Sinais leio os que são a favor das minhas vontades do momento - que passam e mudam sempre -
5:14
--
6:50
Comecei a ler meu caderninho "PainterBook", desde a capa, examinando as inscrições imagéticas, contidas nos significados de cada coisa que entendia pela memória.
Há algo ali. Posso não falar ou falar muito. Como dá na mesma, melhor não falar, se for possível .... ? escrever é uma forma de comunicar, desenhar também. Fazer o que né, como diria a Apotecaria, dos Apothecary Diaries da Netflix.
Parei na página 9, quando a P10 , olhei para ela e parei de ler, para as divagações, olhar o relógio, essas coisas que dizem que é hora de ir ao mundo - ou voltar ao mundo -
Chorei varias vezes agora, e sorri várias vezes também. Agora sorrio :).
7:02
-
---
Comentários
Postar um comentário