2025/12/07, 08:30, domingo, sol, 25°.
nichiyoubi.
12:26, 28°C.
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14:45. 30 °C.
Tentei "salvar" uma aquarela antiga, de 140x185 mm, que já era um upcyclyng de outra reciclagem. Não gostei, mas me levou ao desenho do Jerivá, Jurubatuba, terra dos Jerivás. Seria Jerivá uma palmeira nativa do Brasil?
Não gostei da aquarela. Fiz a divisão para listras e C, um modo geométrico de compor com ortogonais. Não gostei. Composição com grade Quadriculada parece dura. Melhor que sem grade? De terminar, sim.
14:59, 30°C.
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15:33, 30°C.
Finalmente tive coragem e pintei com nanquim e pincel uma listra preta, que dei o título de "Faixa Preta". Olhando o original, vi o Jerivá que desenhei de manhã, e o título mudaria para Jerivá ou Jurubatuba e, homenagem ao Rio dos Pinheiros, pelos nativos conhecido como Jurubatuba, terra dos Jerivás. Como Jurubatuba é mais forte, "Jurubatuba".
15:50, 30°C.
Medo. De estragar um pedaço de papel já estragado pela segunda vez. É um papel bom. Para aquarela, um Fabriano Cotton 50%, duro no tato, textura de listras mais finas que no papel Vergé. O desenho continua ruim. A listra preta no meio atenuou o que antes parecia um olho, e isto melhorou o desenho, está mais palatável ao meu gosto. O Jerivá desenhado também ficou bom. O resto continua ruim para eu ver.
O que melhoraria para mim, seria um elogio ! Não mereço, mas seria bom... Uniformizar tudo com listras pretas, deixando a cor nas listras que sobram.
17:53, 29°C.
E aí qual seria o valor a cobrar? Só gosto da Listra, do Jerivá e da minha assinatura. Se não "salvar", deixar assim, não acho bom o restante. Acho a composição é fraca e sem nexo; o amarelo, vermelho, marrons e cinzas não me agradam. Em cima, roxo misturado fracamente, em pinceladas tímidas e ruins ao meu ver. Esses elementos que gosto, a listra e o jerivá, tem cuidados e desenho, assim como a assinatura, apesar do carimbo "Kazuhissa" não estar de acordo com o sentido vertical da imagem.
18:05
Processos: 1. verso, uma reutilização dessa aquarela que não gostei e cortei em pedaços de 14x18.5cm 2. frente, que já foi verso, com nova aquarela que não gostei nada dessa bola preta no meio: achei perturbadora. 3. Colei com durex uma listra com uma listra de papel, retirada de outra aquarela, mais recente e que eu gosto mesmo. Cortei e a aquarela continuou boa para meus olhos.

- Grade quadrada e quadrado livres coloridos
Essa aquarela me dá um sentimento ambíguo entre o gostar e o achar que algumas correções deveriam ser feitas, mas é tarde demais para fazer isto, e minha opção é aceitar assim, com esses erros que eu sei que tem e não são reversíveis, cortáveis ou corrigíveis.

- Uma maneira de ver essa aquarela seria girando 180° (tamanho A4-1'= 297-3,54 cm = 291,92x210 mm), ocorrendo uma legibilidade no sentido dos textos. Foram escritos com caneta esferográfica comum, vazando de vez em quando. A grade foi feita com lápis de cor, mas depois dos quadrados e retângulos livres em aquarela. Depois que a grade foi feita, o trabalho de pintura mostrou uma colisão entre os quadrados livres com os presos à grade, ocorrendo algumas sobreposições. Onde a grade ficou sem ser aquarelada, ocupei alguns dos espaços "em branco" com os textos. Sobrou ou foi deixado assim, mas sempre gostei dos princípios criativos usados nessa aquarela: a liberdade dos quadradinhos pintados com ordem mas livres da grade; o uso da esferográfica comum azul "bic" nos textos deu um contraste com a cor da aquarela.
O texto foi escrito na defesa da tese do Pedro Andrada, colega do Cap e do grupo de estudos "Depois do fim da arte". Gosto da aquarela mais assim. Do outro jeito, é mais correto com as regas que eu estabeleci para compor as listras: a medida em polegadas deve começar em cima, e o "resto" deve ficar em baixo. Para grade, não escrevi regras para a listra vertical, mas pressupunha o sentido da leitura ocidental, da esquerda para a direita. A escrita japonesa, quando a linha é horizontal, segue essa leitura, o padrão de leitura na horizontal é igual ao ocidental. Na vertical, o sentido é da direita para a esquerda. Como não atentei para esse detalhe, passei batido nisso. Então seria esse o sentido mais agradável de ver a obra para mim.
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22:36, 27°C.
D. Clemente da Silva Nigra - página 14, São Paulo três cidades em um século - Benedito Lima de Toledo.
"Quanto à pobreza... -equívoco: pois a arte nunca é pobre. Ela representa sempre o exercício senão o resultado mais expressivo e mais nobre da atividade do espírito humano."
22:48, 27°C.
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